domingo, 11 de novembro de 2012

Quinta à noite no CCB

Grande espectáculo! Dos melhores concertos que já vi!

Fotografia © Carlos Manuel Martins / Global Imagens

Grande Auditório do Centro Cultural de Belém encheu para ouvir Peter Hook a interpretar os temas da banda de Manchester.
As cadeiras de uma sala como o Grande Auditório do Centro Cultural de Belém impõem uma certa formalidade que não se coaduna com um concerto rock'n'roll. Mas ontem à noite os fãs de Joy Division (tanto aqueles que provavelmente os viveram quando ainda existam, como os outros que se tornaram admiradores já depois da morte de Ian Curtis) não se fizeram rogados e tomaram conta da frente do palco.
Peter Hook tinha prometido que este concerto seria "apenas" uma celebração da memória e da música dos Joy Division. E foi o que fez, sem nunca querer colar-se à figura inimitável e paradigmática que foi Ian Curtis. Poucas palavras trocou com a plateia. Não era necessário. O que unia público e músicos naquele momento era a nostalgia pelo que foram os Joy Division.
O baixista, que no CCB se dedicou mais à interpretação das palavras de Ian Curtis do que às linhas de baixo, fez-se acompanhar por uma banda competente, que tocou as canções do grupo de Manchester tal como as conhecemos em disco.
She's Lost Control e Shadowplay foram dos momentos mais vibrantes. Hook não escondeu a emoção quando deu voz a I Remember Nothing, que assinalou a primeira saída de palco. Não faltaram temas emblemáticos, como Transmission ou Love Will Tear Us Apart, com Peter Hook a aproximar-se dos seus admiradores em clara comunhão.
Independentemente das razões que terão levado o músico a fazer estes concertos de celebração dos Joy Division, que começaram há dois anos, a verdade é que os fãs da banda estão ainda ávidos para ouvir ao vivo algumas das canções mais influentes da cultura pop dos últimos 35 anos.

in JN 

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